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Colunas
13/10/2020 - 11h03
Contratações e mercado de trabalho em tempos de crise

Por Cássio Amaral *

Estamos em tempos de crise, isso não há como negar. É possível observar inúmeras empresas fechando suas portas, demitindo funcionários e muitas pessoas sem grandes esperanças que a situação econômica melhore tão cedo.

Desta forma, parece realmente uma loucura aumentar a equipe da sua empresa durante esse período, certo? Errado! Por mais difícil que seja a situação econômica no qual estamos vivendo, ainda é um bom momento para fazer contratações, talvez seja isso que sua empresa esteja precisando para reverter esse momento complicado e sair na frente da concorrência!

Separamos alguns motivos para te motivar a remar contra essa maré negativa e contratar novos colaboradores para sua empresa e alcançar o sucesso desejado. Provavelmente o sonho de toda empresa é ter a equipe perfeita, não é? Colaboradores talentosos, produtivos e que vestem a camisa.
Saiba que essa é a hora de encontrar um funcionário prodígio para fazer parte do quadro de funcionários da sua empresa. Muitos empreendimentos acabam demitindo até mesmo os seus melhores colaboradores por inúmeros motivos nesse tempo de crise, ou seja, há muitos talentos esperando por uma chance de regressar ao mercado de trabalho.

Essa é sua chance de ter os melhores dentro de sua empresa e, consequentemente, ter uma ótima equipe que vai lhe auxiliar no sucesso da sua companhia. Com a crise econômica, é claro que os colaboradores ficam com medo de perderem seu emprego e isso acaba afetando na rotina do trabalho. Ao perceberem que a empresa, mesmo no tempo de crise, está crescendo, os funcionários podem se sentir mais seguros, mantendo ou aumentando seu rendimento dentro da organização.

Aproveite para oferecer cursos e treinamentos para que sua equipe esteja sempre preparada para o futuro. Quase 38% da força de trabalho no planeta, o equivalente a 1,25 bilhão de pessoas, está empregada em setores duramente afetados pela paralisação das atividades em diversos setores, segundo a estimativa mais recenteda Organização Internacional do Trabalho (OIT), e correm o risco de ficar sem trabalho nos próximos meses.

Apesar de ainda haver setores contratando, a provável recessão decorrente da pandemia deve elevar o desemprego no Brasil, com impacto particularmente duro sobre os trabalhadores informais, que não estão assistidos pelo sistema de proteção social. O mais recente boletim da OIT sobre o impacto da crise sobre o mercado de trabalho, no mês de abril, também destaca a importância de medidas para proteger os informais, que correspondem a um percentual relevante da força de trabalho em países pobres e emergentes.

Isso nos leva a repensar o modelo de empresa e também de colaboradores prestando serviço nas empresas que atuam. O dinamismo e o corporativismo, ainda estão em alta, mesmo em meio à crise. É necessário ficar atendo às mudanças de mercado e dos perfis exigidos, durante a crise e pós crise. Uma vez que teremos perfis totalmente antagônicos no mercado de trabalho, por causa da epidemia na atual crise. Afetado pela crise pandêmica e econômica, o mercado de trabalho sentiu um grande desequilíbrio nos últimos meses.

Foram muitas demissões e um número crescente de desempregados, fator que recheou às pautas dos noticiários e elevou à procura por emprego nas agências especializadas. Esse cenário gerou uma incerteza, porém despertou a criatividade de muitos trabalhadores em se tornar empreendedores em seus negócios e ainda ofertar oportunidades de trabalho. Mas, na via oposta, muitos aproveitaram o momento para buscar qualificação e desenvolver novas habilidades.

Especialistas da área de Recursos Humanos chamam esse comportamento ativo de “desemprego produtivo”. Isso será um grande marco em nosso cenário de mercado e econômico, para quem deseja retornar ao mercado de trabalho, tendo em vista que investir em novas qualificações, tem sido oportuno para novas conquistas no mercado de trabalho e assim conquistar um novo espaço.
Neste momento, a principal expectativa da população é a retomada do crescimento econômico e da geração de emprego e renda, para que assim voltemos a também a gerar expectativas, desenvolver crescimento e alavancar nossa economia em todos os aspectos sociais.

A pandemia passará e será preciso pensar por quais ruas e cidade caminharemos. Porque a Terra corre o risco de cair em uma espécie de depressão social causada por esse tempo de distanciamento, e alguns já vivenciam isso em suas casas, alguns por causa da crise pandêmica, outros por causa do desemprego, outros ainda por causa do isolamento social.

Um colapso pessoal e social, que será muito duro com a população mais isolada e solitária, como os idosos. É o resultado de um confinamento imposto, mas também voluntário nesses dias. É a tendência de estar mais tempo em casa, socializar menos fora e fazer de teu lar uma fortaleza, provavelmente descobriremos aos poucos alguns importantes pontos sobre essas ações. Existem muitos trabalhos que podem ser feitos em casa, economizando combustível em deslocamentos e tempo de espera em antessalas.

O problema, entretanto, é que precisamos estender esse privilégio a atividades muito importantes como a educação e o amor e outros elementos de essencialidade, que não podem deixar de ser presenciais: exigem o corpo a corpo. Sem dúvida, a imensa urgência do presente nos impede de avaliar qual horizonte o futuro deixará ou ainda seus rastros em todos os aspectos: sociais, econômicos, políticos, financeiros e outros.

Contudo a crise sanitária que assolou o mundo e o Brasil em um momento delicado de se analisar. Traz de um lado a economia que vinha respirando com sinais de enfraquecimento, e a doença se somou à incerteza política e econômica com relação ao futuro incerto do nosso país nos próximos meses e anos. A pandemia trouxe à superfície a desigualdade social do país e abriu brechas para um longo debate sobre o papel do Estado na economia e na condução das políticas sociais no presente momento.

Há apenas uma pequena janela de oportunidade. É nesse, que os profissionais de políticas públicas estão discernindo, rapidamente onde e como implantar capital para resgatar as economias em crise. Temos inúmeros desafios no país e precisamos de um direcionamento dentro da gestão pública, que nos dê condições para sair da crise, ao menos, não piores do que entramos. Teremos uma longa e árdua tarefa, afinal, são milhões de brasileiros e brasileiras que hoje se encontram em isolamento social, que viram suas possibilidades de geração de renda serem minadas ou que perderam seus negócios, fontes da renda de várias famílias manutenção dos mesmos.

É necessário urgência, propósito e confiança para que tenhamos a habilidade de reaprender a viver socialmente, financeiramente e economicamente. Há de se fazer política pública de forma séria e técnica, e mais que isso. Trazer para a população uma redistribuição de renda, compatível com o nível econômico do nosso país, e não pautado em interesses políticos e individuais essas ações. Estabelecer critérios que de forma escancarada estão previstos constitucionalmente, e que precisam dessa valoração para chegarmos ao menos próximo do reparo que deverá ser feito após o final da crise sanitária que vivemos.

Trazer esperança e um novo respirar de vida social, econômica, política e mais que isso, de ser humano tutelado pelo Estado e o tendo como seu maior protetor e incentivador do crescimento econômico individual e coletivo.

*Cássio Amaral é Professor/ Coordenador de Fomento de Emprego e Renda Município de Patrocínio.



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